4 de março de 2014

I gotta feeling...

         



          Quando algo chega ao fim, a gente percebe, a gente sente. No começo, surge a dúvida, mas com o passar do tempo, ele mesmo nos mostra o que tanto tememos e tentamos adiar. 
          Um sentimento, assim como todas as outras coisas no mundo, principalmente as boas, também tem um fim. Pode acontecer rapidamente ou pode demorar décadas para isso, mas chega uma hora em que o destino (ou seja lá como queiram chamar), interfere e faz com que termine. 
          Uma amizade, por exemplo, com o tempo, por mais forte que seja, nunca vai ser a mesma do começo ao fim. As pessoas envolvidas acabam se afastando por bem ou por mal. Confissões, vontades, desejos, tudo isso e muito mais é um mix da promessa de que jamais vai acabar, mas quando percebem, já não é a amizade de antes. Não que tenham deixado de ser amigas, mas sabem que não é a mesma coisa. Também não estou querendo dizer que as pessoas vão deixar de ser amigas. Longe disto. Apenas digo que a intensidade acaba, por mais que ela continue ali, forte ou fraca. Sendo assim, o sentimento anterior acaba para dar espaço ao próximo, seja isso bom ou ruim. 
          E também tem o amor... Ah, o amor! Um sentimento, que quando desconhecido, parece ser tão lindo e mágico, até que alguém faz ele acontecer, e depois de um tempo, seja ele longo ou curto, o destrói da mesma forma que ele surgiu: de repente. Vocês que acreditam em amor eterno que me desculpem, pois até mesmo quando as pessoas prometem amar umas as outras até após a morte, e isso (a morte) acaba acontecendo, tempos depois, quem continua aqui entre nós acaba arrumando outra com a desculpa de "meu companheiro gostaria de me ver feliz, então está na hora de abrir meu coração para outra" (cá entre nós, vocês realmente acham que a pessoa falecida ficaria FELIZ em ver a pessoa que amou até a morte, com outra?? claro que não), então, sinto informar, acaba com isso. 
          Outro caso a respeito do amor é quando ele vem batendo a nossa porta, querendo ficar e acaba conseguindo. Mas depois de um tempo, ele continua ali sem ser presenciado, entendem? Explicando melhor: ele continua ali, mas estático, sem ninguém mexer e nem ousar falar sobre. Ele fica ali, mas as pessoas que o possuem começam a se ocupar com outras coisas e o deixam de lado, até que ele é esquecido e fica no "tanto faz"... Esse "tanto faz", que mexe até demais com os apaixonados... Aquela dúvida no ar, do tipo "será que ele ainda gosta de mim?". Aquela dúvida que faz com que a pessoa queira e espere que a outra corra atrás e mostre que ainda se importa, sendo que ao mesmo tempo, essa pessoa está pensando o mesmo sobre a outra, e fica nisso. Se uma não acaba cedendo, a outra muito menos. E com isso, o casal, antes apaixonado, guarda aquele receio de que um sente mais que o outro, e por esse motivo, não vai mais atrás. E no que isso resulta? Fim. Fim de relacionamento. Não necessariamente do namoro, mas como eu disse, do relacionamento. A diferença? O namoro pode até continuar, mas o amor por trás dele, o relacionamento entre as duas pessoas e o sentimento, acabam.

          Claro que, até agora, falei o lado racional. Mas para ele existir, tem que haver o emocional. Afinal, a razão só entra em nossas mentes, depois que aprendemos com a emoção.

          E o que consegue ser melhor do que a emoção do começo de um amor, uma paixão, ou uma amizade? O começo... Lá aonde pensamos que eles não vão chegar ao fim. O momento aonde passamos horas nos dedicando a outro alguém, vivendo por outro alguém, desejando para que este alguém seja tão feliz com a sua presença, quanto você é com a dela. Aquela montanha russa dentro do estômago, o furacão em nossas gargantas, o terremoto no coração. Essa mesma emoção é a que todos nós tentamos manter no decorrer de um relacionamento, seja ele do grau que for (de amizade, familiar ou amoroso). E é essa que TEMOS que manter, que TEMOS que mostrar ao outro que sentimos, para que ele possa fazer o mesmo, e assim, até o final, viverem intensamente o sentimento mais lindo que conseguirem. Afinal, se for para um dia acabar, que valha a pena. 
          Então aqui vai a minha dica: "na vida, tudo passa", então faça valer a pena. Faça com que você se arrependa daquilo que fez, e não do que deixou de fazer. Até porque, mais cedo ou mais tarde, todos nós vamos voltar de onde viemos: do nada. Para que ter medo de amar, de viver e de ser feliz, afinal de contas? Com razão ou emoção, saiba escolher o que sente (ou deixa de sentir), porque um dia acaba, seja por vontade própria, ou do destino. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário