20 de janeiro de 2013

Às vezes...


Às vezes você só precise de um abraço. Às vezes você só precise de palavras que te confortem, de quem quer que seja. Às vezes é melhor chorar do que sorrir. Às vezes é melhor escutar a mentira do que a verdade. Às vezes a gente quer ser diferente do que as pessoas queiram que sejamos. Às vezes, apenas às vezes, temos que fechar os olhos para aquilo que nos afronta e tentar ser feliz. Mas é aí que o "às vezes" te pega de jeito. O "às vezes" começa a ser tornar frequente e você já não quer mais enxergar a realidade. De tanto se esconder, você acaba se achando. De tanto lutar contra você, uma hora você perde. 
Não adianta, nem tudo é aquilo que a gente quer. Nem tudo é aquilo que imaginamos. E se fosse, qual graça teria? Que graça teria enfrentar tudo e não sofrer nenhum arranhão? Cair é muito bom, se machucar nem se fala. Mas sabe o que é melhor? A erguida. Nada como um grande tombo, com feridas que te faça aprender e acordar pra vida. Eu brigo comigo mesmo, eu me enfrento, eu me derrubo, eu me machuco, talvez seja com a intenção, talvez não. O que eu quero mesmo é aprender. Eu quero viver. Eu quero encontrar minha própria felicidade. Eu quero seguir meu caminho, com pedras ou sem pedras, eu quero caminhar. 
Vou caminhando. Estou caminhando. Algumas estradas com grandes buracos, grandes curvas. Mas nada grave. Uma hora passa. Uma hora a gente chega. Uma hora a gente para de caminhar. A felicidade terá sido encontrada.

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